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Monitoramento de TI: Por Que Você Precisa Disso Ontem

Descubra como monitoramento proativo evita apagões, melhora performance e salva você de ser acordado às 3 da manhã.

Equipe Telequip
Monitoramento de TI: Por Que Você Precisa Disso Ontem

Sabe aquela sensação de estar trabalhando tranquilo e de repente o telefone toca: "O sistema caiu"? E você descobre que caiu há 30 minutos, só que ninguém sabia.


Ou pior: você descobre pelo cliente. No Twitter. Reclamando publicamente.


Isso acontece quando você não tem monitoramento. E acontece mais do que você imagina.


Por Que Monitorar


Monitoramento não é luxo, é necessidade. Tem três razões principais:


**Primeira: detectar problemas antes dos usuários**. Disco cheio leva à queda do banco de dados. Mas disco enche gradualmente - vai de 70% para 80%, 90%. Se você está monitorando, recebe alerta quando chega em 85% e tem tempo de agir. Sem monitoramento? Sistema cai e você corre atrás.


**Segunda: entender o que está acontecendo**. CPU alta. Ok, mas por quê? Qual processo? Começou quando? Teve alguma mudança? Sem métricas históricas você está no escuro, tentando adivinhar.


**Terceira: capacidade de planejamento**. Memória dos servidores vem crescendo 5% ao mês. Em 6 meses você vai precisar de upgrade. Melhor planejar e comprar com antecedência do que descobrir na emergência (com os preços 30% mais caros e prazo de 45 dias).


O Básico: O Que Monitorar


Infraestrutura:

- CPU, memória, disco (os óbvios)

- Temperatura (servidor esquenta, trava, desliga)

- Rede (banda, latência, packet loss)

- RAID (disco com problema? Rebuild antes que o segundo falhe)


Aplicações:

- Está respondendo? (HTTP 200, não 500)

- Tempo de resposta (API que demora 5s está com problema)

- Erros nos logs (exceções, timeouts)

- Filas de processamento (acumulando? Vai estourar)


Negócio:

- Transações por minuto (caiu pela metade? Problema!)

- Usuários logados

- Receita/vendas em tempo real

- Qualquer KPI crítico para o negócio


Ferramentas do Mercado


**Zabbix**: open source, robusto, monitoramento tradicional. Faz tudo que você precisa. Interface não é linda, mas funciona muito bem. Ótimo custo-benefício (grátis).


**Prometheus + Grafana**: stack moderna, ideal para ambientes cloud-native e Kubernetes. Prometheus coleta métricas, Grafana visualiza. Também open source. Curva de aprendizado maior, mas muito poderoso.


**Datadog / New Relic**: soluções SaaS completas, interface linda, APM integrado. Paga por host/métrica. Para quem quer praticidade e tem budget.


**Nagios**: veterano do monitoramento. Funcional, mas já meio datado. Se você tem rodando e funciona, ok. Mas para começar do zero hoje, há opções melhores.


Não existe "melhor" absoluto. Depende do seu ambiente, budget, expertise da equipe.


Alertas que Fazem Sentido


Aqui é onde muita gente erra: alerta demais. Se você recebe 200 alertas por dia, para de prestar atenção. É ruído.


Regras de ouro:


- Alerte só o que requer ação imediata

- Use thresholds realistas (CPU 80% em servidor de desenvolvimento? Não importa. CPU 90% em produção por 10 minutos? Importa)

- Escalonamento: alerta de severidade baixa vai pro time. Crítico? Acorda o gerente

- Evite alertas às 3h da manhã se não é realmente urgente


E documente o que fazer. Alerta de "Disco cheio em /var/log" deve vir com runbook: "SSH no servidor X, limpar logs antigos com comando Y". Assim até o analista júnior resolve.


Observabilidade vs Monitoramento


Você vai ouvir muito sobre "observabilidade" (observability). É o próximo nível.


Monitoramento tradicional: você define as métricas que quer coletar. Funciona bem para problemas conhecidos. Disco vai encher? Você já monitorava disco.


Observabilidade: você coleta tudo (métricas, logs, traces) e depois explora. Problema novo que nunca viu? Você consegue investigar porque tem os dados.


Exemplo: API lenta às sextas-feiras às 14h. Com monitoramento simples você vê que está lenta. Com observabilidade (APM, distributed tracing) você descobre que é porque um job de relatório roda nesse horário, sobrecarrega o banco, impacta a API.


É mais avançado, requer mais storage e processamento. Mas para ambientes complexos, vale a pena.


Implementação Prática


Comece simples. Não tente monitorar tudo no dia um.


**Semana 1**: Servidores críticos - CPU, memória, disco.

**Semana 2**: Aplicações principais - estão no ar? Tempo de resposta ok?

**Semana 3**: Banco de dados - conexões, queries lentas, replicação.

**Semana 4**: Rede - switches, links WAN, firewall.


Aos poucos vai expandindo. Ajusta thresholds conforme aprende o comportamento normal do ambiente.


E documente tudo. Onde estão os dashboards, como adicionar novo host, onde ficam os runbooks. Porque quem vai precisar disso não vai ser você (que montou tudo), vai ser o analista às 22h do sábado.


ROI de Monitoramento


Quanto vale não ter downtime de 4 horas?


Para e-commerce faturando R$ 50mil/hora: R$ 200mil. Para hospital? Vidas em risco. Para indústria? Linha de produção parada, prejuízo de centenas de milhares.


Investimento em monitoramento é: servidor (ou SaaS), ferramentas (muitas open source), tempo de setup inicial. Alguns milhares de reais por mês.


Payback? Um incidente evitado. Literalmente um.


Fora benefícios indiretos: dormir tranquilo, equipe menos estressada, imagem da empresa preservada. Vale cada centavo.


Telequip: Monitoramento Completo


Implementamos soluções de monitoramento para ambientes on-premise, cloud e híbridos. Zabbix, Prometheus, Grafana, Datadog - o que fizer sentido para você.


Incluindo: setup de ferramentas, configuração de dashboards, definição de alertas, treinamento da equipe, runbooks documentados.


E se preferir: monitoramento gerenciado. Nosso NOC cuida de tudo 24/7, você só é acionado quando realmente necessário.


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